Uma das maiores confusões na gestão de pequenas empresas é acreditar que ter lucro significa ter dinheiro disponível.
Não significa.
Uma empresa pode vender muito, apresentar lucro nas suas demonstrações financeiras e, ainda assim, enfrentar dificuldades para pagar fornecedores, salários ou impostos.
Mas como isso acontece?
Imagine uma empresa que vende 10 milhões Kz em determinado mês.
Depois de descontados os custos, ela apresenta um lucro de 2 milhões Kz.
À primeira vista, parece estar tudo bem.
Mas existe um detalhe: dos 10 milhões Kz vendidos, apenas 4 milhões Kz foram efetivamente recebidos. Os restantes 6 milhões Kz foram vendidos a crédito e só serão recebidos posteriormente.
A empresa pode ter 2 milhões Kz de lucro, mas não ter 2 milhões Kz disponíveis na conta bancária.
É aqui que entra o fluxo de caixa.
Lucro
O lucro mostra, de forma simplificada, quanto a empresa ganhou depois de considerar as receitas e os custos.
Fluxo de caixa
O fluxo de caixa acompanha o dinheiro que efetivamente entra e sai da empresa.
Por isso, o empresário precisa acompanhar os dois.
Uma empresa saudável não deve perguntar apenas:
“Quanto estamos a lucrar?”
Também deve perguntar:
“Quanto dinheiro temos disponível e quanto precisaremos pagar nos próximos dias?”
A regra de ouro
Lucro mede desempenho. Fluxo de caixa mede capacidade de pagamento.
Ignorar essa diferença pode fazer uma empresa aparentemente lucrativa entrar numa crise financeira.
Por isso, antes de aumentar as vendas, contratar novos funcionários ou assumir uma nova dívida, o empresário deve conhecer o seu fluxo de caixa.
Vender mais é bom. Receber no momento certo é essencial.